INTRODUÇÃO A ELETROTERAPIA



A palavra eletroterapia significa tratamento pela eletricidade e esta presente na vida da humanidade há milhares de anos.

Na história, acredita-se que a eletroterapia teve início na era das cavernas quando o homem que sofria de dores no calcanhar pisou acidentalmente em uma raia elétrica e teve melhora de sua dor. A vivência da humanidade com a eletricidade tem diversas descrições em textos que citam o peixe elétrico, a raia elétrica e outros em nossos antepassados.



Galeno (130 a.C.) e Scribonius Largus (50 d.C.), tratavam seus pacientes com gota colocando os pés do paciente sobre um peixe torpedo negro ou peixe gato.

As investigações sobre a ação da eletricidade no corpo humano tiveram avanços no século XVIII quando Guillaume Duchenne (1860-1875), considerado o pai da eletroterapia, realizou inúmeros tratamentos de reabilitação com o uso da eletricidade, ele criou seu próprio aparelho de neuroestimulação muscular e desenvolveu eletrodos para condução da eletricidade em pontos focais no organismo.



O fisiologista Italiano e Luigi Galvani realizou experimento que deram origem a corrente galvânica, seus experimentos eram realizados em músculos da pata de rãs para promover a contração muscular através da corrente.

Pivatti em 1745 dá origem a iontoforese administrando medicamentos em seus pacientes através da corrente contínua (galvânica). Mais tarde, S. Leduc desenvolveu a técnica e publicou artigos de estudos em coelhos para administração de estricnina e cianeto.

Em 1844, Werner von Siemens, utilizou a corrente farádica para analgesia do nervo trigêmeo.

Renée D’Arsonval por volta de 1900 cria as correntes de altas frequências, as quais criavam energia térmica sem produzir estímulos neuromusculares.




Mas como isso age no organismo?


Nós temos em nosso organismo células excitáveis que possuem uma membrana com potencial de repouso, que normalmente está entre 60 e 90 mV. No interior da célula predomina cargas negativas pela maior concentração de K+ e externamente predomina cargas positivas com maior concentração em Na+.

Quando a célula recebe um estímulo, seja ele químico, físico ou elétrico, pode ocorrer um aumento na permeabilidade ao Na+ ocorrendo uma redução de cargas negativas no interior da célula, provocando a despolarização.

Essa despolarização também aumenta a permeabilidade do K+, porém, este tem seu pico tardio com relação ao Na+. Esse atraso faz com que a membrana tenha seu potencial negativo, sofrendo uma hiperpolarização, quase chegando ao equilíbrio do K+ (-100 mV). A mudança repentina também chamada de potencial de ação, é característica das células excitáveis.

As células excitáveis possuem em sua membrana uma bomba de Na+ -K+, que faz com que os íons voltem a sua concentração normal, retirando o Na+ do interior da célula e introduzindo K+ em uma proporção de 3/2.



Se a membrana se torna hiperpolarizada, pode não conseguir dispara o potencial de ação, pois o limiar de disparo não pode ser facilmente atingido, ou se a membrana ficou despolarizada por um longo período de tempo, também não conseguirá disparar o potencial de ação. Nesses casos dizemos que a membrana se acomodou ao estímulo.

Enfim, parece complicado, mas não é! Se compreendermos o principio da eletroterapia, será muito fácil fazer a escolha dos equipamentos e colocar nossos próprios parâmetros sem seguir programação dos fabricantes.


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by Dra Meirielli Osi

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